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		<title>MetaReciclagem e Rede como Política</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jul 2012 05:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ol2lando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Rede virou um termo genérico  que poucos percebem que perde muito quando usado como formato organizacional.  É ainda a mania moderna de querer prever as soluções  em  formas e fórmulas.  É o adestramento ao qual estamos sendo submetidos já faz algum tempo. A popularização da Internet e toda a parafernália &#8220;comunicativa&#8221; vigente em sua produção [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Rede virou um termo genérico  que poucos percebem que perde muito quando usado como formato organizacional.  É ainda a mania moderna de querer prever as soluções  em  formas e fórmulas.  É o adestramento ao qual estamos sendo submetidos já faz algum tempo. A popularização da Internet e toda a parafernália &#8220;comunicativa&#8221; vigente em sua produção só reforçam este  simulacro de poder. E assim a maioria de nós acredita, tem fé, que a aparência de relacionamento é em em sua performance  um relacionamento.</p>
<p>Pessoas ao meu redor  consideram o facebook o termômetro de sua sociabilidade. Um like, um compartilhamento, um &#8220;add&#8221; ou não, o número de &#8220;amigos&#8221; são o argumento que precisam para se sentirem prestigiadas ou não, amadas ou não, bem sucedidas ou não. Inevitavelmente sendo chato e antiquado sou daqueles que leva um tempo, maior ou menor dependo do que se passa juntos, para chamar alguém de amigo. Amigo não é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito. Isso é figura de linguagem. Amigo é alguém que conforme vamos convivendo,  confiando e  nos entregando, passando por situações juntos, aprendemos a assimilar o que consideramos virtudes e defeitos, aprendemos  a conviver e saber  quando contar,  sentimos  de alguma maneira que há um reciprocidade nesses sentimentos, práticas e aprendizados, e, em algum momento, nos damos conta de tudo isso, ainda que inconscientemente.</p>
<p>Redes,  em certas concepções produtivescas da  atualidade e sem teorizar aqui sobre o que venho sendo treinado a pensar sobre redes para além das relações humanas,   são tentativas organizacionais de dar um formato mecanicista às construções e relações de amizades,  mas com um grave problema no processo. Quando tentamos colocar a amizade,  no sentido que defini aqui,  num formato organizacional produtivo, ela vira recurso para produção do que quer que seja e, portanto, deixa de estar naquela concepção de amizade. Não estou julgando se isto é bom ou ruim, apenas tentando falar que o que alguns vem entendo como rede pode ser a  formatação organizacional produtiva do que seriam relações de amizade. Logo, redes em rede, seria a formatação organizacional produtiva dos amigos dos amigos, dos interesses comuns, numa idealização de mundo perfeito, que, obviamente , não existe.</p>
<p>Não podemos confundir o que todo mundo passou a chamar por aí de redes. Alguns  tem consciência de que rede é apenas um nome, uma bandeira pirata, um símbolo de identificação,  constantemente em potência e em  processo de mutação. Mas outros já acreditam que &#8220;as redes&#8221; são o  &#8221;novo formato organizacional&#8221; de ação política. Confesso que até eu uso este termo: &#8220;novos formatos organizacionais&#8221;. Mas apenas como terminologia de tradução para possibilitar conversas e ações. Aquela que acredita que estamos  fazendo algo em função de &#8220;uma rede&#8221; e que esse fazer é algo &#8220;novo&#8221;, revolucionário, transformador,  ou é ingênuo ou está tão preocupado em atender a certas demandas que não vê (ou não que ver) o que de fato ocorre.</p>
<p>Ainda que o discurso caminhe muita vezes  para a  conversação com o crente daquele outro sentido de rede, vejo que aqueles entre nós que usam o termo MetaReciclagem conscientemente sabem que não estão fazendo algo de especial em função de um formato adotado. Rede, no nosso caso não é formato, não é organização e nem prática definida. Uma das coisas que mais  dá prazer em interagir com a MetaReciclagem é ver que há um bom esclarecimento e consciência entre vários de nós que consideram que fazem as coisas &#8220;em rede&#8221; e  não vêem &#8220;a rede&#8221; como a fórmula da ação, como o contraponto a modelos estabelecidos e em falência. MetaReciclagem não é uma das redes dentre essas que as pessoas vem chamando por aí de redes e mecanizando em cima de um suposto processo comum. MetaReciclagem é quando precisa ser e não é quando entende que não é . Mais importante, e que poucos conseguem assimilar e potencializar, não é dizer o que MetaReciclagem é, mas sim dizer o que MetaReciclagem faz.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cigac: Semiárido, Meio Ambiente e Colaboração</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Apr 2012 00:15:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ol2lando</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Colaboração]]></category>
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		<description><![CDATA[De 13 a 16 de junho de 2012  estaremos reunidos aqui no município de Sousa, um estrato do Semiárido no alto Sertão da Paraíba,  em torno de ideias e ações sobre Colaboração em Rede entre Ciência e Inovação Social, na Conferência Internacional em Gestão Ambiental Colaborativa &#8211; Cigac. Sousa é um município do Sertão Paraibano [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>De 13 a 16 de junho de 2012  estaremos reunidos aqui no município de Sousa, um estrato do Semiárido no alto Sertão da Paraíba,  em torno de ideias e ações sobre Colaboração em Rede entre Ciência e Inovação Social, na Conferência Internacional em Gestão Ambiental Colaborativa &#8211; <a href="http://cigac.org" target="_blank">Cigac.</a></p>
<p>Sousa é um município do Sertão Paraibano  a 427Km da capital.  Localidade central no sertão nordestino, polo de conhecimento e produção agroecológica e que possui um dos sítios arqueológicos mais importantes do país, o Vale dos Dinossauros, infelizmente ainda não tratado como deveria. Isto é  inclusive uma das questões sugeridas por Daniel Duarte Pereira,   do<strong> </strong>Instituto Nacional do Semiárido &#8211; <a href="http://www.insa.gov.br/" target="_blank">INSA</a><strong>,</strong> para discussão na  Cigac.</p>
<p><a href="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2012/04/PICT0004.jpg"><img class=" wp-image-1347   alignright" title="Produção Orgânica de Maracujás em Sousa - PB" alt="Produção Orgânica de Maracujás em Sousa - PB" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2012/04/PICT0004.jpg" /></a></p>
<p>Há certamente muitas questões locais que perpassam potencialidades e desafios, o Vale é apenas uma delas. <strong>Acredito que uma das coisas que precisamos fomentar, para trazer à tona potencialides e desafios destes espaços e realidades, são vivências complexas nestes estratos do Semiárido.</strong> Vivências que se relacionem,  assimilem, integrem diferentes perspectivas em micro partes dessas realidades.</p>
<p>É preciso que diversos olhares se juntem num projeto comum de compreender o local junto com o local e traçar, quem sabe colaborativamente, alternativas e ações para um Semiárido melhor. Esta busca precisa se desfazer de imaginários pejorativos e irreais e assimilar progressivamente o que de fato pode ser aquilo que não sabemos.</p>
<p>Sousa,  provavelmente como vários outros estratos do Semiárido,  reflete uma mistura de narrativas globais em convivência  seu próprio tempo interno, enraizado nos hábitos &#8220;tradicionais&#8221;. A contemporaneidade proposta em partes do seu no visual urbano é resultado naturalmente das imposições dos padrões globais,   mas que contém nelas mesmas os territórios das tradições de antanhos que não conseguimos compreender à primeira vista.</p>
<p>O encontro inicial com as estruturas locais que remetem ao global pode nos levar a querer operar com o que consideramos hábitos globais e quase que automaticamente, inconscientemente, como entendo que opera o plano cultural, trazer à tona nossas exigências pessoais,  que em vários momentos irão se chocar com a complexidade local, que é muito maior do que a padronização de comportamentos globais imposta pelo sistema econômico mundial. Por conta disto,  podemos deixar de perceber, assimilar,  compreender como lidar com muitas das potencialidades e desafios locais,  que não se tornarão acessíveis para nós senão com convivência,  resignação e despertar para este nosso impulso interior de querer ver sempre &#8220;o mesmo&#8221; como &#8220;o outro&#8221; e &#8220;o outro&#8221; como o &#8220;o mesmo&#8221;.</p>
<div>Por isso o que faço aqui  é um convite para que<strong> venham ver com seus próprios olhos e produzir com seus próprios corpos o que podemos construir em termos de colaboração para questões de gestão ambiental do Semiárido. </strong>Entendendo gestão ambiental como uma tag, que na nossa perspectiva não quer ficar nas fronteiras disciplinares e acadêmicas, mas como bem <a href="http://ubalab.org/blog/experimentacao-transdisciplinar-na-cigac" target="_blank">falou o efefe</a> &#8220;se orienta por esse processo de aproximação entre a academia, a sociedade, e também a arte &#8211; como campo de experimentação, construção de significados e formação de imaginário.&#8221; Ou seja, na Cigac queremos que não haja tags separadas em legítimas e ilegítimas ao que se convém chamar de Gestão Ambiental. <em> Porque se olharmos com mais calma e menos &#8220;análise científica moderna&#8221; estamos todos num mesmo barco que pode se beneficiar de projetos comuns de permitir  conviver,  compartilhar e colaborar. </em></div>
<div><strong>Vem! </strong><strong> Até dia 30.04.2012 a</strong><strong>inda dá tempo de enviar um resumo expandido ou uma proposta de experimento. Veja os detalhes na </strong><strong><a href="http://cigac.org" target="_blank">chamada de trabalhos</a> d</strong><strong>o site da Cigac e inté junho!</strong></div>
<div><strong>&#8212;</strong></div>
<div><strong>&#8212;</strong></div>
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		<title>Cigac: Bio Digital e Boas Vindas a Aliadxs</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 19:21:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ol2lando</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIGAC]]></category>
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		<description><![CDATA[A produção da Cigac está num momento muito importante de concretização das parcerias e apoios,  além do já formalizado com o CNPQ. Uma das parcerias que vislumbramos desde que começou a se moldar o projeto foi com o PEASA, que com sua experiência de articulação nas comunidades do Semiárido é uma peça fundamental. Pelo PEASA [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A produção da <a href="http://cigac.org" target="_blank">Cigac</a> está num momento muito importante de concretização das parcerias e apoios,  além do já formalizado com o CNPQ. Uma das parcerias que vislumbramos desde que começou a se moldar o projeto foi com o <a href="http://peasa.paqtc.org.br/v2/" target="_blank">PEASA</a>, que com sua experiência de articulação nas comunidades do Semiárido é uma peça fundamental. Pelo PEASA pretendíamos também alcançar o <a href="http://www.insa.gov.br/" target="_blank">INSA</a> e assim estabelecer nestas relações uma articulação institucional legítima para a Cigac. Esta articulação já se iniciou e já começou gerando muito bons resultados. Além disso, tivemos esta semana o reconhecimento do reitor da UFCG quanto à  importância estratégica do evento. Agora estamos ainda mais fortalecidos para seguir em frente e fazer da Cigac mais do que o processo projetado de um evento científico, mas, como sempre quisemos, uma conferência de diálogos, de conversas entre diferente movimentações desse todo relacionado à<strong> Gestão Ambiental e Colaboração em Rede</strong>, da práxis e da vontade de ajudar a materializar um pouquinho de processos de organização, administração, métodos não estão delimitados no manual “ortodoxo&#8221; da Administração contemporânea. Aproveito então este momento para falar sobre o a proposta metodológica aberta <a href="http://biodigital.veredas.net/wiki/MetodologiaEventosInstituicoes" target="_blank">Bio Digital</a>, cuja articuladora junto à Cicag é a <a href="http://www.metareciclagem.org/pessoa/mairabegalli" target="_blank">Maira Begalli</a>, da Rede MetaReciclagem.<img class="alignright size-full wp-image-1333" title="Caroá By carlosoliveirareis on Flickr" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2012/03/4915435085_6e85820f12_z.jpg" alt="" width="448" height="336" /></p>
<p>Considero essa relação de ações em direção a um evento mais cooperativo, no sentido do que as pessoas gostam de chamar por aí de <em>responsabilidade sócioambiental</em> muito, muito, interessante. São propostas que contemplam um amplo conjunto de áreas e processos relacionadas à produção de eventos e que se preocupam desde o pensamento com macro soluções até pequenos detalhes que fazem a diferença. Escrevo aqui na tentativa de iniciar um  pouco da interlocução que merece quem se dedica a preparar algo assim e,  também para de alguma forma ir avaliando, na construção do discurso,  na ordenação das palavras que recorrem automaticamente ao inconsciente,  uma primeira impressão que tive ao chegar ao final da leitura do material, que é: a<strong> proposta diz &#8220;o que fazer&#8221; mas não dá nenhuma pista do &#8220;como fazer&#8221;</strong>. E isto é muito normal quando, na minha cabeça de administrador, opera-se na práxis de &#8220;consultoria&#8221;, o que pode ser o caso quando trabalhamos a rede de dentro pra fora, performando estratégias de sobrevivência e lidando com processos em que a lógica da competição imbricada na crença no mercado livre são a configuração da matrix em operação.</p>
<p>Por outro lado,<strong> se trabalhamos a rede internamente, no estabelecimento das estratégias com aliadxs, na vibe do vamos fazer juntxs, na concretização do solidário, a caracterização &#8220;consultoria&#8221; perde o sentido e o processo do &#8220;como fazer&#8221;  passa a ser o mais importante.</strong> A esse &#8220;como fazer&#8221; podemos chamar de métodos, mais do que metodologia, porque estejam talvez em possibilidades de ação muito  mais pontuais, específicas e eficazes neste sentido. A metodologia, o todo, pode até surgir ou já ter surgido ao final de um ciclo, de um evento, de ciclos dentro do evento. Principalmente para aqueles que quiserem / puderem &#8211; quiseram / puderam brincar de coordenar a brincadeira. E isso constitui um poder muito bacana que envolve a combinação de poder fazer  incursões de &#8220;sucesso&#8221; nas matrices e ao mesmo tempo ir fortalecendo a rede, o espaço de interações (que não é o não-lugar do Augè), espaço do prazer de fazer coisas legais e importantes para a vida em comum e que não sejam a mera ordenação programática de matrices.Se isto for possível. Esse poder, ou  contra-poder, como fruto e produtor de construção coletiva, precisa ser assimilado, desenvolvido, regurgitado  na coletividade e nas estratégias coletivas de escapar à programação &#8220;inconsciente&#8221; do mundo do individualismo. <strong>O Super Homem, apesar da aparência humana, é bom lembrar, é um alienígena. </strong>E mesmo assim não é perfeito, porque quem o construiu não pode alcançar a dimensão do que seja perfeição, não há como. Por isso talvez a kriptonita, para facilitar seu trabalho de lidar com algo mais próximo da nossa compreensão. Daí que surgem as perguntas<strong>: Como fazemos coletivamente, nesse sentido da produção conjunta de aliadxs, o &#8220;como fazer&#8221; da Bio Digital na Cigac? Como escapamos deste processo ser a implementação de um indivíduo (super-homem) que &#8220;integra&#8221; as diferentes visões e proposições do &#8220;coletivo&#8221;?</strong></p>
<p>Vejo que a produção,  realmente coletiva e distinta do processo de consultoria top-down, da proposta Bio Digital na Cigac é um grande desafio. Entendo que <strong>para coordenar um processo como este é preciso estar aqui em Sousa muito antes dos dias presenciais da Cigac, meses antes certamente. É preciso uma imersão na realidade local que desperte possibilidades, limitações, superações e que vá formando e deformando as próprias subjetividades envolvidas em tudo isso. Construindo gente e lugar como um só pelo processo de penetração do sol na pele, da fumaça do lixo queimado e do alimento com gosto de Sertão. </strong>Por outro lado, talvez a simples adesão  de alguns membros das comunidades locais a este processopudesse potencializar em muito as possibilidades de realização de algo mais próximo desse ideal. Penso nisto e começo a ter ideias, que envolvem pensar em <strong>articular um pré-evento-imersão da Maira por aqui, de forma a jogar sementes e depois ir regando lá de Santos pra cá.</strong> Mas, além da grana (que teria que ser captada) da logística e organização para fazer isso, as ideias vão se enfraquecendo  principalmente pela percepção das restrições que estamos enfrentando por aqui, e que no meu entender se referem principalmente a TEMPO e GENTE.</p>
<p>Com muito mais tempo certamente faríamos coisas muito interessantes. Com mais gente aqui no local que já estivesse &#8220;integrada&#8221; a este processo de organização distribuída<strong>, gente já acostumada a propor e decidir no meio do imenso volume de e-mails, sms, webservices, etherpads e links, como se isto fosse uma coisa tão espontânea quanto abrir os olhos e levantar.</strong> Gente que,  além de tudo isso,  estivesse muito afim de fazer algo como a Cigac juntos, a ponto de dedicar mais do que só tempo ou tratar a coisa como uma rotina burocrática,  ahh&#8230; eu nem consigo imaginar o que faríamos. Mas o que mais me intriga neste processo todo é que algo fica aqui dentro dizendo: &#8220;existem, essas pessoas existem, elas estão aí, querem e podem fazer as coisas acontecerem&#8221;.</p>
<p>É esta maldita voz interior que certamente me faz dedicar tempo, que ironia,  a escrever isto aqui. <strong>Agora, só precisamos que alguém traduza e resuma o chamado, talvez em uma primeira versão que diminua estes quase sete mil caracteres retóricos daqui para apenas mil caracteres objetivos e  sedutores. E, certamente, para uma segunda versão com apenas 140 caracteres também objetiva e sedutora</strong>. Pronto. Veio. Da escrita, da emergência, surgiu na reflexão sobre a proposta de uma aliada, a Maira, a homenagem a outro aliado que se junta a nós esta semana com a  ingrata tarefa de movimentar tudo em blogs, facebooks, twitters, redes sociais etc. Salve Camarada! Bem Vindo. Ahh, e acredite, isto não é uma forma diferente de solicitar uma atividade. É, realmente, apenas a coincidência de estar descrevendo sarcasticamente um processo e, de repente, eita!, lembrar que alguém super bacana vai estar fazendo algo mais ou menos assim junto com a gente esses dias.</p>
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		<title>Educação, Transporte e Meio Ambiente</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:52:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Biclicleta do Programa &#8220;Pedala Paraíba&#8221; vista próxima ao Restaurante do Mirante,  no Açude de São Gonçalo &#8211; Sousa, PB. Achei a bicicleta legal,  principalmente  por conta do local em que a encontrei, mas também pelas cores da bandeira da Paraíba que foram bem combinadas e  ficaram bonitas na magrela. Infelizmente  por falta de tempo não [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><a href="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2012/02/PedalaParaiba.jpg"><img class=" wp-image-1319 alignright" title="Bicicleta do Pedala Paraíba" alt="" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2012/02/PedalaParaiba.jpg" /></a>Biclicleta do Programa &#8220;Pedala Paraíba&#8221; vista próxima ao Restaurante do Mirante,  no Açude de São Gonçalo &#8211; Sousa, PB.</p>
<p style="text-align: right;">Achei a bicicleta legal,  principalmente  por conta do local em que a encontrei, mas também pelas cores da bandeira da Paraíba que foram bem combinadas e  ficaram bonitas na magrela.</p>
<p style="text-align: left;">Infelizmente  por falta de tempo não posso fazer qualquer avaliação sobre o programa cujo enfoque  é na falta de transporte, principalmente da zona rural, para o deslocamento de estudantes até as escolas.</p>
<p style="text-align: left;">No mais acho tem tudo a ver com a <a href="http://www.cigac.org" target="_blank">CIGAC </a>que se aproxima.</p>
<p style="text-align: right;">
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		<title>Produtos, Ações, Redes</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 16:09:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ol2lando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
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		<description><![CDATA[Acordo numa véspera de vésperas dessas datas que muitos esperam que mude tudo em nossas vidas, mas que na verdade se tornaram apenas mais daqueles mecanismos da nossa sociedade de consumo. Termo velho aliás esse, sociedade de consumo. Será que ainda é só isso? Posso até dizer que tá ficando cada vez mais difícil de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Acordo numa véspera de vésperas dessas datas que muitos esperam que mude tudo em nossas vidas,  mas que na verdade se tornaram apenas mais daqueles mecanismos da nossa sociedade de consumo. Termo velho aliás esse, sociedade de consumo. Será que ainda é só isso? Posso até dizer que tá ficando cada vez mais difícil de analisar o que ocorre ao nosso redor, principalmente pra esses indivíduos assim como eu que ainda ficam analisando. E não é só a questão do pesquisador não, como poderiam dizer alguns: ahhhh … é a tua pesquisa,  né? Não tem nada a ver com a minha pesquisa e tem tudo a ver, porque eu já não venho separando as coisas tem um bom tempo. Aliás, comecei a pesquisa buscando justamente isso, que minha vida, as aspirações, as atuações, as amizades e o querer um mundo menos sacana fossem o fundamental de um processo que para muitos é apenas um processo técnico. Não é meu caso. E aqui, falar desse acordar é trazer a espontaneidade das conversas, com afinidades e percepções que vamos assimilando nas pessoas que nos dizem coisas mais no fundo, que nos falam com um nítido olhar para a além das superficialidades de todas essas dinâmicas de “redes”.</p>
<p>Foi respondendo ao e-mail de uma dessas pessoas hoje, logo após acordar, que senti a necessidade de falar dessa questão dos produtos, das ações e das redes. Inicialmente dos produtos, porque a conversa girava em torno disso, de como essa conversa da cultura digital, das redes na cultura digital, de como os mecanismos pegam  um monte de experiências e pessoas como produtos que capitalizam, movimentam, monetizam e constroem as realidades interessantes para diferentes instâncias: empresários, governos, indivíduos e tudo isso misturado, porque no meio do tumulto da produção não dá pra distinguir.</p>
<p>É um processo de produção muito específico esse das redes da cultura digital mas ao mesmo tempo não foge aos princípios básicos daquela lógica da produção-consumo com a qual estamos acostumados nos produtos ditos “tradicionais”. Não vou  me estender aqui nas análises das especificidades ou diferenças desses processos, porque  é uma ação que merece pesquisa, método e tempo. Mas não poderia deixar de registrar isso, porque parece que não é algo facilmente perceptível por algumas das pessoas envolvidas. O que preocupa,  porque  as pessoas e suas ações nesse cenário são, quando não o próprio produto, componentes fundamentais dos produtos. O que minha possível futura amiga diz é que uma vez que já se está na feira fica difícil de se perceber como produto nesse processo. Não sei. Tenho difficuldade de ver as pessoas envolvidas nesses processos, especificamente as que me trouxeram o insight inicial dos produtos na feira da cultura digital, como alienadas nesse ponto, como não conscientes, como se isso fosse algo muito difícil de compreender.</p>
<p>Quanto às ações e redes, são a parte mais legal e ao mesmo tempo mais intrigante de falar por aqui, dentro de uma lógica e prática que já venho exercitando tem um tempo. O que acontece quando alguém com quem me relaciono quase que exclusivamente pela Internet me chama a atenção para algo e me faz ter vontade de escrever para o online é buscar imediatamente o link para citar essa pessoa. Só que nesse processo, no resgate dos links, acabo relendo coisas que essas pessoas escreveram e isso vai gerando  sentimentos, percepções, novos insights  que alguma medida estão associados até à noção de reacesso que gerou este espaço de escrita aqui. Pois bem, no caso de hoje o que reencontrei foi uma análise muito inspirada e sutil de questões entre consumo e redes sociais que me transportaram imediatamente para o nosso contexto de ações e redes. Lendo eu tive o impulso inicial de dizer: “mas não é assim apenas nas redes sociais online, nossas redes analógicas são essencialmente isso também”. Será?</p>
<p>Não vou linkar o conteúdo. Algo me diz hoje que não é para ser linkado. Também não me pergunte o porquê, não saberei responder. Quer dizer, até penso que sei, mas também sei que tem muito mais que escapa (termo que ouvi muito da minha companheira nos últimos anos) a esse saber. O reacesso da noção com redes e ações é uma daquelas serendipidades desses dias das vésperas, não esquecendo claro que, do “real” que haja nisso tudo, essas redes precisam ser consideradas como  apenas uma das redes do processo das redes nas práxis metafins. Questão teóricometodológica de abertura de visão e de possibilidades.</p>
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		<title>Práxis MetaAfins: Fechando/Abrindo Ciclos</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 22:06:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ol2lando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre 2 e 4 de dezembro agora (2011), como mostram os posts anteriores,  estive no Rio de Janeiro participando do Festival Internacional Cultura Digital.Br,  uma ida  viabilizada pela proposta aprovada da Desconferência MetaRec. A dinâmica do festival foi muito própria do que me parece ser o fluxo de tentativas de estabilizar as coisas que estão circulando principalmente [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Entre 2 e 4 de dezembro agora (2011), como mostram os posts anteriores,  estive no Rio de Janeiro participando do Festival Internacional Cultura Digital.Br,  uma ida  viabilizada pela <a href="http://rede.metareciclagem.org/wiki/Proposta-Festival-CulturaDigitalBr-2011" target="_blank">proposta aprovada da Des</a><a href="http://rede.metareciclagem.org/wiki/Proposta-Festival-CulturaDigitalBr-2011" target="_blank">conferência MetaRec</a>. A dinâmica do festival foi muito própria do que me parece ser o fluxo de tentativas de estabilizar as coisas que estão circulando principalmente na megatag #artetecnologiapolítica. Definir qualquer coisa alí era demarcação de posição. Tristemente, em muito do que vi e não vi,  posições com pouco de coletividade, com tons individualistas nas disputas por espaços de ação.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-1301" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/12/2011-12-04_12-42-03_551-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p>A festa talvez tenha sido o traço da nossa brasilidade mais interessante por lá, lembrando uma coisa que Felipe Fonseca já andou falando por aí.  Boas festas, institucionais ou não. Já os contrastes, os contrapontos, as alteridades,  pelo menos do que eu vi/percebi,  estão em significações que requerem muito mais assimilação do  que a superficialidade daquilo tudo permite. No final das contas, a nossa cultura digital ali talvez tenha sido apenas mais das manifestações das nossas redes analógicas (comparação que alguém também andou fazendo por lá). A fronteira do digital, e isto cada vez passa a fazer mais sentido, nunca existiu.</p>
<p>Na [Des]conferência Tecendo Redes mais ou menos 25 pessoas pegaram mo microfone para se apresentar, num estranho ritual que, como foi comentado posteriormente, para alguns já parece não fazer mais sentido.  Viviane Nonato fez falta, e isso foi outra estranheza dessas expectativas que construímos em torno de tudo. Alguns mais que outros, claro.</p>
<p>Perdido na tentativa de assimilação de todas as imagens, agências, cochichos, sorrisos, inquietações, indiferenças que me circulavam consegui anotar pouco além do nomes dos que se apresentaram. Mas a experiência foi única, aprendizado, como sempre tem sido com a MetaReciclagem. Já no finzinho da conversa em roda me dividi entre prestar atenção em quem falava e olhar  ao redor para os outros movimentos, para o vai e vem de alguns de nós na roda, até que eu mesmo não resisti e levantei para falar com alguém que estava por perto enquanto o microfone continuava passando e&#8230; de repente, já estávamos na festa de encerramento. Ciclo fechado, ciclos abertos.</p>
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		<title>FICD.Br,  Começando</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 13:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ol2lando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O festival neste primeiro dia se mostrou como uma grande festa, marcada caracteristicamente pelo cocktail de abertura. Talvez por ter se iniciado com o nome de Fórum da Cultura Digital, e de certa forma isto ainda estar como uma marca forte na minha cabeça, a expectativa de festa a qual eu deveria ter associado imediatamente [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">O festival neste primeiro dia se mostrou como uma grande festa, marcada caracteristicamente pelo cocktail de abertura. Talvez por ter se iniciado com o nome de <em>Fórum</em> da Cultura Digital, e de certa forma isto ainda estar como uma marca forte na minha cabeça, a expectativa de festa a qual eu deveria ter associado imediatamente a festival(claro) não é  a motivação maior da minha presença aqui. Não dá pra acompanhar tudo, claro, como sempre. Mas dos recortes, do meu trânsito, no feeling, o que me provoca questionamentos inicialmente é a<strong> questão da consciência.</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">As marcas discursivas de hoje nos espaços que se abriram com os microfones são apenas detalhes.  A azaração &#8220;política&#8221; é o mote. Mas que &#8220;política&#8221; e essa? Para a MetaReciclagem, com toda a minha licença construtiva do movimento, o que se avizinha parece interessante. Principalmente porque a política que vejo agora é muito mais a do afeto, da construção das alternativas.</p>
</div>
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		<title>MetaReciclagem Tecendo Redes: Chegada</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 13:44:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ol2lando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabei de chegar para a Desconferência MetaRec no Festival Internacional Cultura Digital no Rio de Janeiro. Estamos nos acomodando na Lapa, subida pra Santa Tereza e logo mais vamos nos deslocar para o MAM, sede do evento. Da rede metarec encontrei logo de cara com a Lelex e depois com  Sília Moan, Meiry Coelho e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><a href="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/12/2011-12-02_11-37-18_26.jpg"><img class="alignleft  wp-image-1287" title="2011-12-02_11-37-18_26" alt="" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/12/2011-12-02_11-37-18_26.jpg" /></a>Acabei de chegar para a Desconferência MetaRec no Festival Internacional Cultura Digital no Rio de Janeiro.</div>
<div id="_mcePaste">Estamos nos acomodando na Lapa, subida pra Santa Tereza e logo mais vamos nos deslocar para o MAM, sede do evento. Da rede metarec encontrei logo de cara com a Lelex e depois com  Sília Moan, Meiry Coelho e Marcelo Braz.</div>
<div id="_mcePaste">Tem mais uma galera pra chegar hoje à tarde. O que vai ser desse encontro ainda nem dá para imaginar. Na cabeça agora, sem olhar os objetivos que colocamos no projeto, lembro que vamos falar sobre o Encontrão Tropical a ser realizado em maio de 2012 em Ubatuba.</div>
<div id="_mcePaste">Vim com uma coisa na cabeça em relação a isto. E acontecimentos ação d recentes, com passagens, grana, outras coisas reforçaram meu pensamento.</div>
<div id="_mcePaste">Trata-se justamente das estratégias de custeio dos deslocamentos, como construir isso sem depender de edital, de ministério?</div>
<div id="_mcePaste">Vamo que vamo e segue o barco.</div>
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		<title>MutGamb: O que une/separa?</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 17:05:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ol2lando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que nos une? A pergunta foi feita para o “coletivo editorial mutgamb” logo após o debate no lançamento do livro do efeefe em Ubatuba, onde estamos em reunião para definir rumos, afinar propostas, idealizar orçamentos etc. Tão pertinente quanto esta pergunta uma outra poderia ter sido colocada logo em seguida por um de nós, o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft  wp-image-1281" title="reuniaimutgamb" alt="" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/11/reuniaimutgamb.png" />O que nos une? A pergunta foi feita para o “coletivo editorial <a href="http://www.mutgamb.org/" target="_blank">mutgamb</a>” logo após o debate no lançamento do <a href="http://efeefe.no-ip.org/livro/laboratorios-pos-digital" target="_blank">livro do efeefe</a> em Ubatuba, onde estamos em reunião para definir rumos, afinar propostas, idealizar orçamentos etc. Tão pertinente quanto esta pergunta uma outra poderia ter sido colocada logo em seguida por um de nós, o que pode nos separar? E isso importa?</p>
<p>Essa ação /conversa que estamos tendo por aqui é algo que tem um padrão, um vínculo ordenado. Mas isto não é algo objetivo, evidente, claro. Ou melhor, há clarezas sim, mas não aquelas possíveis de serem delimitadas apenas em discurso. Porque é a ação que acompanha o discurso que dá sentido a todas as propostas aqui discutidas e que faz com que estas propostas se tornem reais. O que cada um de nós vai fazer com a tag “mutgamb” logo em seguida a este encontro pode fortalecer o que nos mantém juntos ou não. Mas, que importância tem para cada um de nós “estar juntos”?</p>
<p>Das coisas que me vem à cabeça agora, pensando nessa questão do estar juntos e de sua importância , algo que surge é a consideração de que não somos inicialmente um agrupamento espontâneo. O mutgamb é uma intervenção planejada na rede de comunicação e informação da MetaReciclagem, ou melhor dizendo, é algo inicialmente estruturado para agir em torno da rede relacionamentos, comunicação e informação da MetaReciclagem e potencializar, articular, dar visibilidade à MetaReciclagem que queremos. Uma estratégia de permanente demarcação, legitimação, fortalecimento dos ideais e práticas que se associam à MetaRec formando um comum de entendimentos, de desejos, de vontade de construir coisas juntos. Um comum que se coloca como um ponto de passagem interessante para as articulações com a rede , enquanto rede, da rede. Para que juntos acolhamos o novo, o diferente, o “outro” que será o “mesmo”. Ou, como não pode deixar de ser, o “mesmo” que será o “outro”. Mas nada fixo, nada definitivo, sempre fruto das associações com o comum.</p>
<p>Mas ter sido algo planejado não quer dizer que o agrupamento que hoje somos, de pessoas, concepções, técnicas e qualquer outro elemento que queira ser destacado, não pode vir a gerar (ou já tenha gerado, esteja gerando) várias ligações espontâneas. Algumas destas ligações podem até manter o nome de “mutgamb”, ou os ideais em torno do que foi inicialmente planejado. Mas outras ações, práticas, conceitos também emergem. E essa emergência talvez seja o mais legal disso tudo. A separação de alguns elementos com o passar do tempo é algo inevitável. Talvez o que fique, o que mantenha a união, possa ser pensado justamente como a diferença, a distinção, ou a consciência de alguns destes fatores que constituem esse comum em permanente construção.</p>
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		<title>Novas Formas de Organizar, Redes e Administração</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 01:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ol2lando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma das minhas principais  preocupações como administrador, e como profissional que atua na formação de administradores, é com a natureza do conhecimento trabalhado em nossa área. Ou melhor, com a pertinência e adequação deste conhecimento para práxis. Principalmente em processos que ensejam possíveis novas formas de organizar e que levam à necessidade de novas formas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das minhas principais  preocupações como administrador, e como profissional que atua na formação de administradores, é com a natureza do conhecimento trabalhado em nossa área. Ou melhor, com a pertinência e adequação deste conhecimento para práxis. Principalmente em processos que ensejam possíveis novas formas de organizar e que levam à necessidade de novas formas de compreender.</p>
<p><img class="alignleft  wp-image-1248" title="By pfff... on Flickr" alt="" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/11/image1.jpg" />A formação dos administradores está essencialmente atrelada à gestão empresarial, ou, como já falei em outras ocasiões, à tecnologia de gestão empresarial. As práticas, os conceitos, a ideologia, as construções discursivas, tudo está profundamente enraizado no pensamento de desenvolver empresas, que pode ser resumido à criação e manutenção de vantagens competitivas.  E assim todos os possíveis significados e práxis da administração acabam sendo reduzidos a esta perspectiva.</p>
<p>A redução da administração à perspectiva empresarial preocupa por dois motivos. Primeiro porque há realidades de gestão  em que não faz o mínimo sentido operar nesta lógica. Segundo porque a própria lógica da gestão empresarial parece estar se desgastando, perdendo o fôlego, conforme as pessoas despertam a cada dia para noções como a de comércio justo, economia solidária, autogestão e auto organização.</p>
<p>Neste post me concentro no primeiro motivo, o de que em certas realidades não faz sentido operar com o conhecimento da gestão empresarial. E neste caso <em>a realidade para a qual direciono meu olhar é a das redes auto organizadas</em>. Contexto que propaga-se como novo, com lógicas e características distintas das concepções tradicionais de organização.</p>
<p>Como atuante da rede Meta Reciclagem sempre trabalhei com a ideia de que o  conhecimento da administração, preso na camisa de força da perspectiva empresarial, não dá conta dos processos disso que se convencionou chamar de rede auto organizada.  Simplesmente porque para isso teríamos que de alguma forma relacionar a MetaReciclagem com uma percepção organizacional que entende a organização como uma entidade, como um macro-ator, como um sistema de fronteiras definidas que opera trocas com um ambiente. Vendo desta forma estaríamos sempre lidando com problemas que se apresentariam em função das limitações do objeto &#8220;organização&#8221;, das características da organização, das contingências que moldam a estrutura e o desempenho de uma organização.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1266" title="By Intersection Consulting on Flickr" alt="" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/11/image2.jpg" width="321" height="400" />Mas  o  próprio conceito de organização enquanto sistema já não anda muito bem na atualidade. Segundo a pesquisadora polonesa  <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Barbara_Czarniawska" target="_blank">Barbara Czarniawska</a> nos dias atuais é fácil perceber que a noção de organização vinculada à teoria de sistemas sofre de uma certa inconsistência. O ambiente não pode ser tido como um tipo de conjunto de problemas pré-existentes dentro dos quais uma organização ou um organismo está inserida. As fronteiras, por exemplo, só podem ser vistas quando pensa-se a “organização” de forma estática.  E mesmo no universo empresarial,  nos casos de  fusões, aquisições, <em>outsourcing, insourcing</em> etc, a idéia de fronteiras se torna frágil.</p>
<p>Para sair da armadilha da organização sistema, entidade,  é preciso compreender a organização como um processo contínuo, em permanente construção, sempre incompleto e sendo recriado diariamente. Concepção que forma a base de pensamentos processuais nos estudos organizacionais. Assim, estimulado por algumas discussões que vinham ocorrendo nas últimas semanas na lista metareciclagem, organizei e enviei para a lista  uma proposição em torno das distinções entre conceito, rede e lista no caso MetaReciclagem .</p>
<p>Meu e-mail para a lista resultou em algumas interlocuções interessantes, dentre elas:  a associação da minha percepção de &#8220;repetições&#8221; à &#8220;repetição&#8221; na filosofia de Deleuze;  a visualização do &#8220;novas iterações&#8221; no lugar da &#8220;repetição&#8221;;  a demarcação do que é um conceito;   a proposição de que estou falando de &#8220;prática articulatória e mais alguns questionamentos e colocações que dá para conferir direto lá <a href="http://thread.gmane.org/gmane.politics.organizations.metareciclagem/47728" target="_blank">na thread</a>.</p>
<p>No texto enviado para a lista, e que retomo aqui com alguns ajustes, parto da afirmação feita pelo Adriano Belisário de que o conceito de MetaReciclagem anda muito bem e o que precisamos é fortalecer a rede.  E sigo dizendo que entendo a ideia da distinção entre conceito e rede como uma possibilidade interpretativa e  que de certa maneira concordo com essa possibilidade. Por outro lado,  com base em meu treinamento recente tento não fazer distinção entre rede e conceito, uma vez que o conceito ( e mais adequado seria dizer os conceitos) compõe as redes.</p>
<p><em>Ao invés de ver a rede como &#8220;uma rede&#8221;, &#8220;a rede&#8221;, talvez seja mais interessante ver que MetaReciclagem circula e forma muitas redes, sempre instáveis, sempre incompletas, sempre em formação. A cada associação em que é evocado um conceito/compreensão/ideia de metareciclagem estão se juntando ali redes para a formação de uma outra re de, insisto, todas instáveis e em mutação contínua. </em></p>
<p><img class="size-full wp-image-1262 alignleft" title="[Des]Conferência.MetaRec&gt;Tecendo Redes" alt="" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/11/confmetarec-300x147.png" width="300" height="147" /><a href="http://culturadigital.org.br/project/desconferencia-metarectecendo-redes/" target="_blank">Nossa proposta de desconferência para o FICD.Br</a> mostra  muito claramente essa circulação do conceito. As duas pessoas que aceitaram o desafio de começar a escrever a proposta jamais debateram na lista o conceito de metareciclagem, mesmo assim algum conceito/compreensão/ideia circulante foi convocada para estabilizar uma rede para a desconferência. Esta é apenas uma das redes das diversas redes metareciclagem estabilizadas temporariamente em algum momento para dar conta da interlocução com institucionalidades e com os próprios agentes de formação da rede: conceitos, técnicas, objetos,gente. Tudo agindo, performando uma rede repetidamente, consequentemente lhe dando existência.</p>
<p><em>A rede existe na repetição da performance de seu componentes, que por outro la do são redes também, estabilizadas em função de uma performance que compõe o desempenho de outras redes. Então os conceitos e as redes metareciclagem nesta perspectiva não podem ser vistos como indo bem separadamente um do outro. Se &#8220;o conceito&#8221; (que são muitos conceitos) vai bem, o conceito em si é rede e compõe redes, que por extensão vão/estão bem.</em></p>
<p>E pegando carona na não distinção entre conceito e rede procuro não distinguir também rede de lista. Porque, da mesma forma que os conceitos, as listas compõem as redes. Se aceitarmos o argumento de que as redes são compostas pela associação entre outras redes, a lista MetaReciclagem é a cada mensagem, que pode ser vista como uma rede, uma nova rede. Esta rede que é a lista MetaReciclagem, para a rede digital resumida às rotinas de arquivo e organização de dados dura o tempo da próxima mensagem chegar.</p>
<p><em>Já para outras associações, extrapolando rotinas e processos eletrônicos, podemos também procurar conexões com a lista metareciclagem. Redes de redes compondo redes. E aí cabe uma pergunta interessante. Como esta percepção se conecta com as &#8220;outras redes&#8221; do cenário contemporâneo que estão aí sendo colocadas como &#8220;novas formas de organizaç ão&#8221;?</em></p>
<p>Uma primeira compreensão possível é a de que a mesma noção de repetição, instabilidade, mutação contínua talvez seja pertinente, com elementos-processos semelhantes mas certamente com  outros completamente diferentes.  Só que aqui se apresenta mais uma vez a limitação do conhecimento da administração essencialmente atrelado à prática empresarial. É ferramenta sem qualquer utilidade neste universo. Nós os administradores ainda precisamos avançar muito nas formas de compreensão do universo da organização distintos do universo empresarial.   As conexões entre as práticas, as redes e o conhecimento da administração  estão ainda muito frouxamente articuladas no nosso espaço de formação.  Essa discussão simplesmente não chegou ainda, não se colocou como horizonte, não  está sendo construída  como realidade de operação do administrador. Logo,  estamos naquele contexto: se você não vê então isto não existe.  Viu?</p>
<p>Nas próximas semanas estarei participando do encontro do MutGamb em Ubatuba-SP e logo em seguida da <a href="http://culturadigital.org.br/project/desconferencia-metarectecendo-redes/" target="_blank">[Des]conferência.MetaRec&gt;Tecendo Redes</a> no FICD.Br no Rio de Janeiro. Espero ali estar em criações, recriações, repetições de conexões, práticas articulatórias que nos ajudem a avançar neste sentido da práxis da administração no contexto dos processos de organização como os da MetaReciclagem, o que eu muito carinhosamente  chamo de <em>Práxis MetaAfins</em>.</p>
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