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mitoreciclagem com água

Em meio a tantas incertezas talvez sempre exista o medo de algumas certezas. Clichê? Não sei. O que sei é que alguém que admiro e que fala ao meu coração retomou mais um elemento, mais um componente, ou talvez:  O elemento, O componente, nas reconstruções contemporâneas dos existires aos quais me vinculo. Daniel Duende strikes again. Não preciso falar muito sobre isto por enquanto, o mito fala por si.

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#expciber

11:11pm via identica

Já tem uns dias que venho percebendo (vou começar com esse termo) um relacionamento bem diferente entre eu e a #cibercultura. #excb

11:12pm via identica

Aliás, a própria noção de #cibercultura entrou em crise pra mim. #excb

11:13pm via identica

Acho que tudo começou com uma necessidade de frear o ritmo, diminuir a intensidade, lidar com o volume internético de forma diferente. #excb

11:21pm via identica

Reduzir os feeds, coisas assim. Nem dá pra definir direito quais foram as ações. #excb

11:23pm via identica

Tem um mundo de cobranças offline que simplesmente enterra certas horas as experiências online. #excb

11:25pm via identica

Agora, repentinamente resolvo mudar a tag. Porque #excb parece não me dizer nada do que eu queria dizer. Mudo para #expciber

11:27pm via identica

Tem horas que viajo que não fui só eu que migrei pra uma outra “realidade”. Fico vendo a lista #metarec completamente diferente. #expciber

11:28pm via identica

Vejo a lista #metarec completamente vazia, sem sentido, apática. #expciber

11:30pm via identica

Ahh… deixa eu registrar logo que tanto #excb quanto #expciber se referem à mesma coisa: experiência cibercultura.

11:34pm via identica

Não sei o que me vez pensar que #excb representava bem o que eu queria dizer quando deveria ser no mínimo #excc #expciber

11:37pm via identica

Mas quando vi que #excb não tava legal, tinha um descompasso, e pensei que o coerente seria #excc, daí o CC me incomodou. #expciber

11:38pm via identica

ha, ha, ha… CC mencionado aqui e nesses dias atuais pode ser logo significado com o que eu realmente pensei: Creative Commons #expciber

11:41pm via identica

Mas minhas idade e circunstâncias culturais sempre remetem CC a outra instância também. Aquela do mau cheiro. hehe #expciber

11:42pm via identica

Bem, mas parando com essa baboseira CC isso CC aquilo, porque esta #expciber afinal?

11:45pm via identica

É a percepção das vivências #Internet. Dos envolvimentos aqui. Esse tudo que é intenso, #demasiado, nas manhãs. #expciber #metarec

11:46pm via identica

Esse tudo que adquire outro ritmo nas tardes. #expciber #metarec

11:47pm via identica

E esse tudo que parece mostrar já uma noite, por conta do escuro que vemos no horizonte. #expciber #metarec #demasiado

11:50pm via identica

“Luz, quero luz, sei que além das cortinas são palcos azuis” #expciber #metarec #demasiado

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contralaboratórios

No final de junho agora recente o @samadeu citou a noção do Bruno Latour de que todo laboratório é um contralaboratório. Ainda que eu não tenha entendido o sentido pretendido pelo Sérgio, a menção me fez lembrar que eu estava pensando em algo assim no contexto das conversas RedeLabs.   Daí resolvi primeiro tentar sintetizar aqui uma noção de contralaboratórios para depois, se fosse o caso, pensar nessa relação. Era uma coisa pra ter saído logo na primeira semana de julho, mas… Enfim, está aqui agora.

Laboratórios são importantes locais de trabalho para cientistas e produtores de tecnologia, são os espaços onde se dá vida a fatos e artefatos. Dá pra pensar no contexto das produções de laboratórios associadas a muitas das coisas com as quais convivemos diariamente.  Na microinformática, por exemplo,  a Apple tem seu Ipad (totalmente fechado totalmente proprietário) que pode ser visto como uma produção de laboratório, no sentido de que é fruto de Pesquisa e Desenvolvimento.

Laboratórios são contralaboratórios no sentido de que o que produzem está sempre,  de alguma forma, ao mesmo tempo,   contestando propostas de outros laboratórios. Simplificando, na indústria da microinformática  aqueles que acreditam e apostam no LIVRE (genericamente qualquer iniciativa afinada com a filosofia do software livre) seriam contralaboratórios dos que apostam no proprietário e assim por diante.

Pensar em contralaboratórios desta forma dá uma visão clara, boa pra perceber o cerne da questão, mas que tem um problema: o mundo já não se divide mais no bem e no mal e nos 10 mais elegantes. Provavelmente nunca se dividiu. Estamos todos ligados de alguma forma e é sempre muito complicado fazer distinções. E para complicar um pouquinho mais podemos ainda raciocinar naquela filosofia de HQ,  em que os bandidos se originam de alguma forma a partir do herói e vice-versa.

Laboratórios e contralaboratórios não são empreendimentos de posição, postura, moral, práticas,  óbvias e neutras. Laboratórios geralmente estão performando seus próprios contralaboratórios, que estão performando também seus próprios contralaboratórios em espiral infinito.

A antropologia das ciências propõe que nenhum fato ou artefato pode  ter sua existência creditada à sua “natureza” ou superioridade frente a outros. O que ocorre na verdade  é que  são as associações entre as entidades que tornam vencedor esta ou aquela entidade. Se passarmos a pensar nas associações entre humanos e não-humanos  vamos  ver que  nos laboratórios não discutimos um bom número de “realidades”. Lidamos com  vários fatos e artefatos,   que participam do processo de construção de outros fatos e artefatos,  como entidades fechadas, definidas, de função determinada.  Não questionamos quais as associações que a fizeram se estabelecer como vitoriosa.  As entidades chegam a um ponto de estabilização tão amplamente aceito que parece não fazer mais sentido questioná-las.

Fatos, objetos, artefatos, que não questionamos mais tornam-se  caixas pretas no processo de produção nos laboratórios.  Recebem entradas e produzem saídas, mas ninguém sabe exatamente o que acontece no entre,  os procedimentos  do entre não mais discutidos, o importante é o que ela faz. E no caso da Ciência o não questionar desse fazer é um ponto importante do processo. Alcançar esse não questionar é fechar mais uma  caixa-preta.

Referências

LATOUR, Bruno. Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. São Paulo:  UNESP, 2000.

LATOUR, Bruno. Esperança de Pandora. Bauru, SP: EDUSC, 2001.

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redelabs: ações, linguagem e comunicação

Assisti recentemente o vídeGreeg Alphabet Blocks by quercus design on Flickro de uma palestra do Latour para um departamento de comunicação e que  em dado momento ele é  questionado por uma possível não atenção para as questões da comunicação.  Daí que de muito bom humor ele se vira para “o termo” e afirma que sim, não deu muita importância ao termo comunicação, mas que tratou do assunto usando alguns outros termos, como Redes por exemplo.

Em meio a toda essa movimentação  do Felipe ( aqui, aquiaqui, aqui,  e em mais lugares por aí) com a empreitada dos “sem nome labs” (copyleft Tati Prado), não resisti em registrar a  ligação com uma outra conversa que para mim tá muito forte na inter-relação quando der para enfocar a práxis das metodologias. Claro que agora tudo me parece  num corre muito grande e com coisas mais, digamos, urgentes e objetivas para definir. Mas que as questões estão imbricadas umas nas outras estão.  Vamos lá!

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